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Sistema Nervoso Central - GABA

Fármacos que atuam no Sistema Nervoso Central

Tem que ser fármacos que consigam atravessar a barreira hematoencefálica, portanto normalmente são lipossolúveis.

* Sinalização elétrica: 


- Na+, Ca+ = Quando entram dentro da célula levam a Despolarização.

- K+, Cl- = Movimentação deles é relacionada a Hiperpolarização.
(Repouso)


* Sinalização Química:


Neurotransmissores: Noradrenalina, serotonina, acetilcolina, GABA, dopamina, Histamina.

Que podem causar uma despolarização ou uma hiperpolarização.

Quando o número de neurotransmissores excitatórios está elevado leva a patologias como Ansiedade, insônia e epilepsia.

Crises convulsivas podem ser induzidas por um fármaco que atua no sistema nervoso central como um neurotransmissor, chamado de Pentilenotetrazol. Tem mecanismo de ação como antagonista não competitivo do GABA.

Para uma situação fisiológica deveria ter uma homeostase entre esses neurotransmissores excitatórios e os neurotransmissores inibitórios como o GABA (ácido gama aminobutírico).

Por isso para essas patologias (de excesso de NT excitatórios) usa-se fármacos ansiolíticos e hipnóticos que têm mecanismo de ação como Agonistas de receptores GABA ou Agentes Seritorinérgicos (Com a intenção de agirem como NT inibitórios, compensando e restabelecendo o equilíbrio).




Receptores GABA A


Esses fármacos Agonistas de Receptores GABA agem sobre o receptor GABA A que é ionotrópico.

Ou seja, são receptores acoplados a canais iônicos. 
No caso dos receptores GABA são acoplados a canais de Cloreto e quando ativados, abrem esses canais, possibilitando a entrada de Cl- e causando hiperpolarização (uma situação de repouso - maior demora para criação de potencial)

Ativação de GABA A = Redução da atividade Nervosa.


Esse receptor tem sítios de ligações diferentes do lugar onde o GABA se liga, para fármacos como benzodiazepínicos, barbitúricos, etanol, anestésicos e neuroesteroides.
(Se ligam então a sítios de ligação alostéricos distintos no mesmo receptor. Alosterismo = a qualquer alteração na estrutura terciária ou quartenária de uma proteína causada por uma molécula ligante).

O GABA se liga ao GABA A entre as subunidades alfa e beta.

Os fármacos benzodiazepínicos conseguem se ligar a esse receptor também, mas entre as subunidades alfa e gama.

*Esquema do receptor Nicotínico
, receptor com estrutura parecida com o GABA A, por isso teve nessa figura suas subunidades renomeadas (de acordo como ela é no GABA A) e mostra os locais de ligação do GABA e dos Benzodiazepínicos:



 Sabe-se também que a ligação de benzodiazepínicos por ser diferente da de fármacos também agonistas do receptores GABA como os barbitúricos têm efeitos diferentes.

- Os benzodiazepínicos
atuam aumentando a frequência da abertura dos canais iônicos de Cl-.


(Eles não induzem a abertura desses canais, sendo então considerados não agonistas, mas sim potencializadores da ação do GABA, pois é necessária a presença de GABA para os canais serem abertos).

- Os barbitúricos
induzem a abertura dos canais de Cl- e os mantêm por mais tempo abertos. 




 Receptores Gaba B


São receptores presentes na membrana dos terminais pré-sinápticos de neurônios, que quando estimulados reduzem a liberação de GABA.


Agindo assim por um mecanismo de feedback negativo, tendo grande concentração de GABA na fenda, o GABA se ligará ao GABA B e reduzirá a liberação desse Neurotransmissor por esse neurônio.


Pode ser encontrado em terminais pós-sinápticos também.




É um receptor com ação inibitória por isso ligado a uma proteína G.

Essa proteína G é acoplada ao canal de K+, abrindo-o quando ativado o GABA B.
Assim não se deixa criar potencial novamente, nesse terminal pré-sináptico, evitando a abertura de canais de sódio.

Se criasse potencial e os canais de sódio fossem abertos resultaria no final a abertura dos canais de Ca++ e ativação das vesículas, estimulando a maior liberação de Neurotransmissor. 




Óleos Essenciais com Ação no Sistema Nervoso Central






Planta conhecida popularmente como Storax (nome científico Liquidambar orientalis Mill.) é prescrita pela medicina chinesa para uso oral junto com o extrato bruto de outras 15 ervas para tratamento de convulsões, AVE, entre outros.
O tratamento é conhecido como SuHeXiang Wan (SHXW), Xiang significa fragrância em chinês.

Devido aos seus efeitos o óleo essencial (substância mais volátil) da Liquidambar orientalis como o da Acorus gramineus têm passado por vários estudos para confirmar seus efeitos (principalmente sedativos) na aroma terapia em tratamento de epilepsia.

O estudo abaixo mostra que a inalação dos óleos essenciais das plantas que compõe o tratamento SuHeXiang Wan (SHXW) têm ação no sítio benzodiazepínico dos receptores GABA (agonistas GABA), tendo portanto ação inibitória sobre o sistema nervoso central.

Além de pesquisas também mostrarem que esses óleos essenciais depois de inalações prolongadas inibem a enzima GABA transaminase (que degrada o GABA da fenda sináptica quando ele é recaptado por exemplo por células da glia ou pela membrana pré-sináptica) aumentando a concentração desse neurotransmissor no SNC.

Em estudo com ratos os níveis de GABA aumentaram e de glutamato diminuíram no organismos desses ratos, retardando crises epilépticas induzidas por Pentilenotetrazol.



1.: Inhibitory Effects of the Essential Oil from SuHeXiang Wan on the Central Nervous System after Inhalation.

2 comentários:

Blog By Sâmia disse...

Mais pesquisas sobre óleos essenciais sobre sistema nervoso central.

Fiamma Freitas Fiamma Freitas disse...

mecanismo de ação do eugenol.. estou À horas procurando e nada... qual nociceptor inibe, se inibe e por qual mecanismo.

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