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Eritrócitos e Hemoglobina


Hemoglobina


Tem a função de transportar oxigênio e gás carbônico pelo sangue para todas as partes do organismo.

A hemoglobina é composta de 4 aneis tetrapirrólico (também chamados de porfirinas), pois cada cadeia proteica na hemoglobina tem um anel.
Esse anel possui um átomo de ferro no meio que se liga ao oxigênio.


Existem vários tipos de hemoglobinas:

- HbA1 é presente em cerca de 97% das hemácias e possui duas cadeias proteicas globulares alfa e 2 beta.
Essas cadeias de proteicas globulares quando se ligam a outras proteínas globulares formam uma estrutura quartenária, no caso é a estrutura da hemoglobina.

- HbA2 está presente em 2% das hemácias e possui 2 cadeias alfa e 2 delta.

- HbF presente em 1% das hemácias e possui 2 cadeias alfa e 2 gama.


A anemia do mediterraneo, chamada de talassemia, é a diminuição ou ausência de 1 ou mais cadeias globínicas.




Membrana Eritrocitária


Hemácias possuem pela falta de núcleo uma morfologia que não é esférica, que é chamada de morfologia discoide bicôncova (afundada no meio, dos dois lados).




A membrana dos eritrócitos é formada por proteínas integrais ou também chamadas de proteínas transmembranares, como:

- Glicoforina: É uma proteína que tem capacidade de se ligar a carboidratos e formar uma glicoproteína.
Expressa antígeno no grupo ABC e RH, se a pessoa for Rh + terá a presença de um antígeno D ligado a glicoforina.

Além disso a glicoforina também concede eletronegatividade a hemácia causando repulsão entre elas.


- Banda 3 (ou B3): Responsável por fazer o transporte de H2O e íons, pois se liga a eles.


* Proteínas periféricas:
Além das proteínas integrais, existe também as proteínas periféricas que são a actina, espectrina e anquirina.

Que são as proteínas que dão estrutura às hemácias (são proteínas estruturais).

Para saber mais: Clique Aqui.



Metabolismo Eritrocitário


A hemólise ocorre somente cerca de 2% na circulação, a grande maioria ocorre no baço, quando a hemácia está próxima a completar os seus 120 dias (está já em seu período de senescência -velhice).

É importante que ocorra no baço para que possa haver ação dos macrófagos sobre as hemoglobinas, transformando-as em globinas e degradando-as em aminoácidos que poderão ser reaproveitados por outras células.

O grupo heme tem o anel porfirínico aberto liberando o ferro que se liga a uma proteína transportadora chamada de transferina, que o levará de volta para a medula ossea ser reaproveitado na formação novas hemácias.
O ferro era a parte inorgânica da hemoglobina.

O anel porfirínico aberto é chamado de biliverdina que é reduzida a bilirrubina não conjugada que cai na corrente sanguínea e ligada a albumina é transportada até o fígado.

No fígado essa bilirrubina indireta sofre degradação com o auxilio da enzima UDP-glicuronil transferase, transformando-a em bilirrubina direta (ou também conhecida como bilirrubina conjugada).


Então quando ocorre a hemólise no vaso, a hemoglobina solta no sangue deve ser transportada até o fígado onde passará por esse processo de degradação, resultando como metabólito a bilirrubina conjugada.

Essa bilirrubina é eliminada principalmente pela bile, pois do fígado é transportada para lá, sendo um dos componentes biliares.
Junto com a bile durante a digestão é transportada para o duodeno pelo ducto colédoco, sendo que no intestino é transformada, por degradação das bactérias, em estercobilina + urobilina.

A urobilina volta ao sangue pela circulação hepática, sendo levada ao fígado que a transforma em urobilinogênio, sendo finalmente então excretada pelo rim na urina.

1 comentários:

cleonice moreira disse...

adorei o blog!

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